Como a cultura do Vale do Silício ajuda a acelerar empresas inovadoras

Considerado o principal polo mundial no setor de tecnologia e inovação, o Vale do Silício se fortalece a partir de uma cultura própria, atraindo empreendedores interessados em desenvolver ideias transformadoras e de grande impacto para a sociedade.

Nos últimos anos, o movimento de empreendedores brasileiro em direção a esse ecossistema inspirador e altamente desenvolvido tem crescido muito.

O Skore

O Skore, startup brasileira residente do Cubo Coworking, em São Paulo, é um desses exemplos.

A empresa também se faz presente no Vale do Silício e esta vivência no maior ecossistema empreendedor do mundo garante uma visão global e diferenciada do empreendedorismo.

Das lições aprendidas nesse ambiente e compartilhadas pelo CEO do Skore, Luis Novo, em nossa aula baseada em um dos nossos estudos de caso, vamos destacar: a forte cultura de troca de experiências entre os empreendedores e mentorias são importantes para o amadurecimento de um negócio.

“Eu marquei reunião praticamente com todas as startups que eu admiro aqui no Vale do Silício, fui conversar com os caras, mostrei o produto, pedi feedback honesto, pedi para eles me contarem como é que é o dia a dia deles, o que que tem de legal, o que que tem de diferente, quais são os desafios que eles estão trabalhando”, relata Luis Novo sobre o que a vivência no Vale pode proporcionar.

Contextualizamos pra você!

Essa é uma prática constante em solo californiano e muito bem detalhada no livro best seller Startup Communities, do autor e investidor Brad Feld, que, em um dos seus capítulos, elenca algumas características que fazem com que a experiência de empreendedores no Vale do Silício seja tão enriquecedoras, entre essas características únicas estão “Give before you get” (Dê antes de receber) e “Everyone is a mentor”(Todo mundo é um mentor) que podem ser facilmente identificadas no depoimento do CEO do Skore sobre a jornada da empresa.

Startup Communities, Brad Feld

Quando Feld menciona o “Give before you get”, ele descreve o instinto de ajudar o outro, numa abordagem altruísta, sem ter qualquer expectativa de receber algo em troca. O propósito é que essa prática seja natural: hoje você recebe, e amanhã você ajuda.

No livro, a passagem que explicita isso é quando Feld compartilha que ao questionar os mentores da TechStars sobre o motivo pela qual participam do evento “TechStars for a Day”, a resposta segue o seguinte padrão: “Alguém me ajudou quando eu era um jovem empreendedor, e eu quero devolver a alguém”.

Nesse contexto, vamos ao encontro de mais uma característica de um ecossistema empreendedor: Todo mundo é um mentor.

Segundo Feld, a relação entre mentor e quem recebe a mentoria se transforma numa grande troca de experiências, onde os dois lados aprendem e dividem conhecimento.

“A cultura do conhecimento, experiência e expertise amplamente compartilhada é incrivelmente satisfatória. Quanto mais você fizer, mais você verá outros na comunidade fazerem. Há ideias em todos os lugares, muitas vezes não descobertas, e que aparecem quando todos se tornam um mentor”, diz trecho do livro.

Gostou? Então continue o seu aprendizado sobre o impacto do Vale do Silício no desenvolvimento de uma startup:



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